Resumo: aprofundamento crítico das passagens de Elogio da Loucura, assim como as principais peculiaridades que caracterizam o corpo de seu pensamento.
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A Loucura de Erasmo (parte 2)
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A loucura de Erasmo habita outros âmbitos menos evidentes, mais singelos. A crítica social e política desmedida não somente flerta com o mau-dizer, coisa temporal, mas persiste como um aviso para os levianos do porvir, os homens contemporâneos.
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Embora crítico de grande sagacidade da cristandade católica, seus dogmas e seus preceitos, assim como a impraticabilidade da genuina doutrina cristã dentro do corpo episcopal, Erasmo de Roterdã nunca abdicou ao seu deus. Dentre as muitas tipologias de homem identificadas pelo sarcasmo ferino de suas letras, vale-se ressaltar a contemporaneidade do homem apreciado pela loucura da megalomania do acúmulo, tão contraditório o é para com a filosofia cristã de renúncia de bens e aquisição de riquezas de cunho pressupostamente espirituais. Erasmo não é o ateu da qual se espera àquele desiludido com a prática doutrinária, mas o crente restaurador de espírito Luterano, apto a desatar as ditas Teses em benefício comunal e popular. Mas outro tipo caracteriza o autor: Homem que ousou renegar o aprendizado teórico escolástico a que vivenciou, objetivando a adequação dos meios tradicionais ao fim estimado por bíblicos profetas.
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Temporalmente renascentista, bradou sem palavras auto-censuradas as decadências do despótico sábio que a tudo faz parecer saber, mesmo no bojo de cristãos, e que como diria Sócrates, nada sabe de intrínseco ou genuíno. Destacável e ironicamente, seu sofismo à moda Socrática nos conta que a Loucura é mais valorável que as forças oriundas do saber. Para tal empreitada, prova-nos: Se o que deixamos à porta de casa é como coisas sujas e sem valor, e como que escondemos as coisas valiosas no interior de nossas protegidas residências, percebendo-se que a sabedoria todos fazem menção de mostrar e a loucura de ocultar, deduzimos qual das faculdades é mais bem quista.
A loucura de Erasmo habita outros âmbitos menos evidentes, mais singelos. A crítica social e política desmedida não somente flerta com o mau-dizer, coisa temporal, mas persiste como um aviso para os levianos do porvir, os homens contemporâneos.
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Embora crítico de grande sagacidade da cristandade católica, seus dogmas e seus preceitos, assim como a impraticabilidade da genuina doutrina cristã dentro do corpo episcopal, Erasmo de Roterdã nunca abdicou ao seu deus. Dentre as muitas tipologias de homem identificadas pelo sarcasmo ferino de suas letras, vale-se ressaltar a contemporaneidade do homem apreciado pela loucura da megalomania do acúmulo, tão contraditório o é para com a filosofia cristã de renúncia de bens e aquisição de riquezas de cunho pressupostamente espirituais. Erasmo não é o ateu da qual se espera àquele desiludido com a prática doutrinária, mas o crente restaurador de espírito Luterano, apto a desatar as ditas Teses em benefício comunal e popular. Mas outro tipo caracteriza o autor: Homem que ousou renegar o aprendizado teórico escolástico a que vivenciou, objetivando a adequação dos meios tradicionais ao fim estimado por bíblicos profetas.
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Temporalmente renascentista, bradou sem palavras auto-censuradas as decadências do despótico sábio que a tudo faz parecer saber, mesmo no bojo de cristãos, e que como diria Sócrates, nada sabe de intrínseco ou genuíno. Destacável e ironicamente, seu sofismo à moda Socrática nos conta que a Loucura é mais valorável que as forças oriundas do saber. Para tal empreitada, prova-nos: Se o que deixamos à porta de casa é como coisas sujas e sem valor, e como que escondemos as coisas valiosas no interior de nossas protegidas residências, percebendo-se que a sabedoria todos fazem menção de mostrar e a loucura de ocultar, deduzimos qual das faculdades é mais bem quista.
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O próprio cristo, aos ensandecidos olhos de Erasmo, é adepto dos loucos, desprezando sábios. Se vinde a mim mulheres e crianças, tais são essas as criaturas desprovidas de razão perante o homem do século dezesseis e posterior. Mais acentuada que a loucura do cristo, é a dos que interpretam ditos cristãos de convenientes formas: Ao exemplo dos padres que acentuam a relevância do dízimo, relegando ao esquecimento os preceitos que permeiam a moralidade. Preceitos esses que, sob a perspectiva de Erasmo, lhe caracteriza os escritos seculares.